Grandes iniciativas

segunda-feira, 23 de março de 2015


O ser humano é realmente incrível, quando é colocado frente a grandes desafios e às adversidades da vida mostra sua real capacidade de superação, adaptação e criação. O assunto inclusão é relativamente novo no Brasil, então as próprias pessoas com deficiência é que criam soluções, fazem com que os lugares que frequentam se adaptem e acabam montando uma rotina que envolve os locais onde sabem que se sentirão incluídos.

Eu gosto muito de viajar, mas quando monto meus roteiros verifico tudo: quais opções de restaurantes adaptados, meios de transporte acessíveis, hotéis que ofereçam os itens que facilitem minha vida. Sou consumidora, compro presentes, minhas roupas, e além de usar muito a internet, que me deixa em pé de igualdade a todas as pessoas, vou sempre aos mesmos lugares, aquelas lojas em que me sinto incluída por oferecer-me aquilo que preciso: acesso e respeito pela minha condição.

Por todas estas questões, que a maioria das pessoas com deficiência convive, principalmente os cadeirantes, é que surgem histórias e soluções fantásticas como o aplicativo colaborativo “Dá pra ir?”. João Santiago teve paralisia cerebral no nascimento e também utiliza cadeira de rodas, aos 23 anos ele criou um aplicativo para indicar locais acessíveis a pessoas com deficiência. Saiba mais em: http://www.daprair.com.br/

“O aplicativo funciona da seguinte forma: ele pega os locais próximos, que estão cadastrados no Foursquare e Google Places, e dá a oportunidade ao usuário de classificar o quão acessível o estabelecimento é, segundo padrões estabelecidos pela ABNT [Associação Brasileira de Normas Técnicas]. Estamos trabalhando vários outros recursos, como uma versão para deficientes visuais e outros, pois a ideia do aplicativo é mapear a acessibilidade para todos os tipos de deficiência.” Diz o jovem criador do aplicativo em uma entrevista à Rede Mobilizadores.

O mais interessante deste tipo de recurso é que a experiência é compartilhada; uma pessoa com os mesmos problemas que você esteve lá e testou. Quanto mais pessoas com deficiência fizerem seu papel na divulgação destes dados, mais chances teremos de construir uma sociedade mais acessível.

Nestes moldes temos também o site “cidade acessível” onde você pode cadastrar locais acessíveis e avalia-los também. Saiba mais em: http://www.cidadeacessivel.com/index.html

Ele funciona assim:

Acesse o site e pesquise pelo estabelecimento pretendido; se ainda não estiver cadastrado, você pode cadastrar, visitar o estabelecimento; depois de conferir a acessibilidade do local você cadastra como: acessível, parcialmente acessível ou sem acessibilidade; e ainda pode deixar um comentário de como foi atendido.

Inúmeras vezes encontramos adaptações que não são “usáveis”, meu dentista era em um prédio com uma rampa que era uma ladeira em curva! A rampa da universidade é revestida de lajotas escorregadias e exposta a chuva, ou seja, se chover você não sobe!!! No banheiro a porta abre pra dentro e quando você entra não consegue mais fechar! Se pudermos compartilhar experiências, estar na rua, poderemos mostrar aquilo que é importante para nós e como esta inclusão deve acontecer.

Então, mãos a obra para aqueles que gostam de colaborar com uma sociedade mais inclusiva!!

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