Namorar com dois (namorado e cadeira)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Namorar com cadeirante

Abaixo segue mais um relato lindo e real de uma história de amor, enviado pela nossa amiga Isabela Barotti contando sua história com seu namorado Felipe Azevedo.

Eu o conheci no ano passado através de um grupo no WhatsApp, a princípio nós nem nos falávamos muito, mas depois fomos nos encontrando em algumas festas e a partir de então, começamos a nos falar com mais frequência. No dia 22 de outubro de 2015, demos nosso primeiro beijo e, a partir daí, foi só amor, carinho e respeito. Já no dia 6 de novembro, ele me pediu em namoro na casa dele, com a cama cheia de balões em forma de coração e letras cortadas formando "Namora comigo?", e a única coisa que eu conseguia falar era sim!

   Nosso namoro tem 2 meses e 20 dias, o que, na minha opinião, é muito pouco tempo perto dos planos que nós fazemos juntos. 2 meses que eu descobri o maior amor do mundo, 2 meses que eu descobri que posso namorar com dois, meu amor e a cadeira de rodas, 2 meses que eu literalmente descobri que ser diferente é normal, 2 meses que eu me doei totalmente para uma pessoa que eu nunca imaginei, aliás.. acho que ninguém nunca imagina que irá namorar com um cadeirante, é algo que vem de surpresa e, vejam bem, é a melhor surpresa que alguém pode ganhar. 

   Namorar com um cadeirante é saber distribuir o amor em duas partes, é saber escolher as palavras, saber as horas de brincar e as horas de falar sério. É estar ciente de que ele está te dando todo o amor que ele pode e saber dar todo o seu amor também. Caminho ao lado dele com os olhares curiosos em cima de nós e com o maior orgulho do mundo de ser a pessoa escolhida para ocupar o cargo de namorada dele.
   Sempre vai ter algum curioso que irá perguntar coisas inconvenientes, mas isso é comum, eu abro um sorriso enorme e é assim, rindo, que eu respondo. 

Namorar com cadeirante Namorar com cadeirante
Namorar com cadeirante Namorar com cadeirante

   Tirar a cadeira do carro, montar, desmontar, colocá-la no carro de novo, levantar para pegar alguma coisa porque o preguiçoso pede, pegar alguma coisa no alto, esperar 2 horas para o bonito tomar banho... São coisas engraçadas e simples que foram inseridas na minha vida, juntamente com uma admiração incrível. 

   Outra coisa que eu amo, é ouvir todas as histórias que ele tem pra me contar, de antes e depois do acidente, e até as histórias sobre o acidente, sobre o hospital, sobre tudo.. Amo saber sobre a vida dele, sobre as coisas que ele passou.. O que me faz admirá-lo ainda mais, pela sua força de vontade, pela sua garra e principalmente, por nunca desistir das batalhas que a vida lhe impôs. 

   Sempre digo que o meu príncipe não veio em um cavalo branco e sim numa cadeira de rodas (preta). Sei que sempre terei um companheiro, um amigo, um cavalheiro e um colinho sempre que precisar, em todos os sentidos.
   Sou completamente apaixonada pelo meu namorado, apesar de todos os pesares, ele é o meu presente de Deus e, dentre tantos outros, o melhor.

Obrigada pela atenção, um grande abraço!

Namorada de Cadeirante
Tô afim de um(a) cadeirante!!!
Namorar depois da deficiência física
Meu príncipe não veio num cavalo branco, mas numa cadeira de rodas


Se você tiver dúvidas ou quer contar sua história, mande para cadeirantes.life@gmail.com 

3 comentários

  1. Sou cadeirante e qeria um amor assim verdadeiro

    ResponderExcluir
  2. Obrigado ao pessoal do blog por postar a história de amor minha e da minha namorada aqui. Agradeço a todos pelos comentários e pela torcida para que tudo de melhor aconteca conosco. Agradeço a Deus pela vida q tenho e por ter essa menina/mulher ao meu lado, que me completa e me faz muito feliz. Abraço a todos.

    ResponderExcluir

 

Idioma

Contato

cadeirantes.life@gmail.com

FACEBOOK

INSTAGRAM @cadeirantes_life

Cia de Dança Loucurarte

Receba por e-mail

Digite seu e-mail:

DESTAQUE

Dicas para PCD encontrar emprego

Se você é uma pessoa com deficiência, deve saber que encontrar um emprego satisfatório e bem remunerado é duas vezes mais difícil do que ...

Entrevistas